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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Resistência - Timor

A Resistência foi um dos principais e mais importantes super-grupos portugueses. Formou-se no início dos anos 90 do século XX e propunha uma versão acústica (com três vozes principais e seis guitarras acústicas) de diversos temas dos vários integrantes do grupo. Era composta por membros dos Delfins, Trovante, Xutos e Pontapés, Heróis do Mar, Madredeus, Santos e  Pecadores.  Gravaram três álbuns (Palavras ao vento, 1991, Mano a Mano, 1992 e Ao vivo no Armazém 22, 1993). Voltam a reunir-se em 2012 para vários concertos de celebração dos 20 anos da banda.

A canção Timor faz parte do segundo disco e é dedicada à República Democrática de Timor-Leste que em 1991 se encontrava ocupada ilegalmente pela Indonésia.



Andam lá sem descansar, 
Nas montanhas a lutar
Iluminam todo o mar 
De Timor

Nas montanhas sem dormir 
Uma luz a resistir
Arde sem se apagar 
Em Timor

Andorinha de asa negra 
Se o teu voo lá passar
Faz chegar um grande abraço, 
Dá saudades a Timor

Eles não podem escrever, 
Porque vão a combater
Vão de manhã defender 
A Timor

As crianças a chorar, 
Não as posso consolar
Que eu nunca cheguei a ver 
A Timor

Andorinha de asa negra 
Vem ouvir o meu cantar
Ai que dor rasga o meu peito 
Sem noticias de Timor

Nunca mais hei-de voltar 
Já não posso lá voltar
À idade de lembrar 
A Timor

Andam lá sem descansar 
Nas montanhas a lutar
Iluminam todo o mar 
De Timor

Andorinha de asa negra 
Vem ouvir o meu cantar
Ai que dor rasga o meu peito 
Sem noticias de Timor

Andorinha de asa negra 
Se o teu voo lá passar
Faz chegar um grande abraço, 
Dá saudades a Timor

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Ornatos Violeta - Capitão Romance


Ornatos Violeta são uma banda portuguesa de rock alternativo de fusão, formada em 1991 na cidade do Porto e liderada por Manel Cruz, vocalista e compositor
Em 1997 lançaram Cão!, o seu primeiro trabalho. Apesar de ter apenas dois álbuns publicados, o grupo tornou-se uma referência de culto na música portuguesa do final dos anos 90 até aos dias de hoje. A banda decidiu separar-se no final de 2000, juntando-se para alguns concertos em 2012 Para comemorar os 20 anos do festival minhoto de Paredes de Coura e também  da criação do grupo.

                                 


Não vou procurar quem espero
Se o que eu quero é navegar
Pelo tamanho das ondas
Conto não voltar

Parto rumo à primavera
Que em meu fundo se escondeu
Esqueço tudo do que eu sou capaz:
Hoje o mar sou eu

Esperam-me ondas que persistem
Nunca param de bater
Esperam-me homens que desistem
Antes de morrer

Por querer mais do que a vida
Sou a sombra do que eu sou
E ao fim não toquei em nada
Do que em mim tocou

Eu vi, mas não agarrei
Eu vi, mas não agarrei

Parto rumo à maravilha
Rumo à dor que houver pra vir
Se eu encontrar uma ilha
Paro pra sentir

Dar sentido à viagem
Pra sentir que eu sou capaz
Se o meu peito diz coragem
Volto a partir em paz.

Eu vi, mas não agarrei
Eu vi, mas não agarrei

Eu vi, mas não agarrei
Eu vi, mas não agarrei